sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O meu mais puro, e lindo, amor


Todos os dias, eu penso nele. Em cada passo que eu dou, eu penso nele. Eu penso nas coisas que faço, e posso, fazer por ele. Penso na sua felicidade e nos seus sonhos. Eu penso sempre nele, muito antes de pensar em mim. Penso no seu presente, e principalmente no seu futuro. Penso em como encher ele de felicidade, em como alegrar o dia dele. Em tudo, eu penso nele!
Minha maior preocupação é com ele. Se ele está triste eu fico desesperada, se ele chora, eu vou desabando por dentro de tanta dor. É que, na verdade, não suporte vê a tristeza estampada no seu rostinho. Eu fico imaginando a gente daqui a 10, 20, 30 anos, imaginando como serão nossas vidas, imaginando se tudo aquilo que eu sonho em dá pra ele irá se concretizar, imaginando se todo o meu esforço irá valer à pena.
Porque é ele que me enche de felicidades. Porque é ele minha inspiração, minha força, meu guia! Porque se eu cheguei aonde eu cheguei, foi pensando nele. Porque ele me abraça e eu sinto que, sim, é verdadeiro. Porque ele chora em me vê longe, fica triste com a minha ausência. Porque ele conta os dias, horas e minutos pra me vê chegar em casa e me abraçar. Porque a gente brinca, briga, fica com raiva um do outro, mas sempre passa. Porque ele me estressa, às vezes, me enche a paciência, me tira do sério, mas, se ele diz que me ama, me derreto toda. Porque, não, não tem como ficar com raiva dele muito tempo. Porque eu o amo, amo mesmo, amo mais que a mim!
Admiro cada detalhe dele, até os mínimos. Admiro sua capacidade de ser verdadeiro, mesmo sendo tão pequeno ainda. Admiro a forma como ele se expressa, sem medos. Admiro sua inteligência, seu jeitinho de lê, sem certeza ainda do que está fazendo. Admiro sua capacidade de entender que quando não dá, não dá mesmo. Admiro sua alegria contagiante, porque é impossível não rir ao lado dele. Admiro sua forma de pedir desculpas. Admiro sua força, por saber superar melhor que eu, às vezes, a falta de uma mãe. Admiro como ele conversa e me dá forças. Admiro-o, por fazer parte da minha vida.
Admiro e agradeço. Agradeço todos os dias por ter ele na minha vida. Agradeço por ele me fazer uma pessoa melhor, mais feliz e mais realizada. Sim, eu agradeço, porque não sei o que seria da minha vida sem ele, sem suas brincadeiras, sem seus carinhos. E, sim, dou a vida por ele, se possível.
Ele? É engraçado, extrovertido, comunicativo e tímido. Ele é grandão e gordinho! Adora desenhos, filmes e comida. Ama o Bem 10, e sonha com um quarto só pra ele. Ele me liga todos os dias pra dizer que tá com muitas saudades, de explodir o coração. Ele, é meu irmão. É o Rafael, o meu Rafael!
19/11/2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fora da realidade


A gente passa a vida inteira esperando um amor PERFEITO! Passa a vida inteira esperando que um príncipe chegue, montado em seu cavalo branco, e nos faça feliz! A gente passa a vida inteira, esperando um amor, não qualquer amor, mas um amor puro, sem maldades, sem mentiras, sem lágrimas. Passa a vida inteira idealizando um amor ao nosso modo, um amor daqueles de conto de fada, que só existem em filmes, livros ou novelas.
Mas, mesmo sabendo de tudo isso, que amor não é perfeito e que príncipes encantados não existem, ainda me emociono vendo novelas onde duas pessoas se encontram, apaixonam-se e vivem felizes para sempre, sem nada e nem ninguém para atrapalhar. Ainda choro vendo filmes, lendo livros românticos, onde nada é impossível, onde tudo é só felicidade, lindo e intenso. E, mesmo sabendo que meu príncipe nunca irá chegar, pelo simples fato de não existir, eu continuo aqui, sentada, esperando a sua chegada, convidando-me, então, a ser feliz a seu lado!
Mesmo assim, acredito que sonhos podem virar realidade, que sapos podem se transformar em príncipes, que é possível viver um amor real, concreto, que acontece dia após dia, encontrar alguém que me faça sonhar de dia, e amar de noite, em finais felizes, sem esforços ou perigos.    
Sou uma romântica sem cura, admito. Admiro um lindo pôr-do-sol na companhia de alguém especial, gosto de passear de mãos dadas pela praia sobre a luz da lua cheia, acho perfeito um jantar a luz de velas, buquê de rosas, cesta de café da manhã na cama, mensagens de boa noite. Todas essas coisas simples, e bobas muitas vezes, me encantam! Até onde vai parar esse romantismo todo? Não me perguntem, pois eu sinceramente não sei. Na verdade, nem espero que isso acabe.
Louca? É, talvez! Uma pessoa que deseja viver de sonhos, fora da realidade, que anseia por amores impossíveis, no mínimo não se encaixa no quesito “pessoa normal”. É gostar de sofrer, de chorar, de gritar de raiva por todo mundo ser feliz, todo mundo estar feliz, mesmo com uma pessoa cheia de defeitos. Mas é como dizem, só os loucos têm a capacidade de amar, e, quem sabe, mesmo que passe 10, 20, 30 anos, o meu príncipe finalmente apareça!
Por enquanto, eu fico aqui, no meu mundo solitário, ingênuo e utópico! Porque, ainda assim, eu espero por ELE!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Longa viagem


Não é muito fácil em se falar de morte, pois procura-se evitar ao máximo falar sobre algo que surpreende, e choca, o ser humano. Sabe-se que é algo comum, natural, que acontecerá com todos, mas aceitar parece não ser uma boa sugestão.
A morte, assim como muitos, é um assunto muito polêmico, aliás, muitos se perguntam quais são as sensações de estar tão próximo dela; como será depois, se existem outras vidas, e várias outras perguntas semelhantes, das quais se obtém diversas respostas... mas vai saber qual realmente está certa!?
E, além disso, alguns, que nunca tiveram a infeliz experiência de perder alguém de sua familia, alguém próximo, costumam se enganar de que a morte é algo que acontecerá com os outros e nunca com eles. Ah, quem dera se fosse assim! Mas não, essa não é a realidade. Morte não escolhe suas vítimas, nem onde e como acontecerá, é algo inevitável, que acontece quando tem que acontecer.
É algo inexplicável. Não procure explicações para isso, pois irá ser em vão, pois não se sabe ao certo o que seja, só se sabe que é muito difícil , tanto para quem sabe que irá morrer, quanto para quem está próximo da pessoa. Mas a dor com certeza é maior para quem continua vivo, pois tem que se acostumar a conviver com o vazio deixado pela tão indesejável morte, sabendo que aquela pessoa que tanto amava, nunca mais irá voltar.
Por isso morte também significa "saudade". Saudade de alguém que se foi para sempre, que fez uma "longa viagem", mesmo contra sua vontade. Saudade, porque se sabe que, à medida que o tempo passar, ela vai aumentar; a pessoa irá sofrer, porém certa de que não poderá voltar atrás e trazer de volta aquela pessoa amada.
Enfim, morte, essa tão "indesejável das gentes", é simplesmente o fim! O fim de uma vida ao lado dos parentes, dos amigos. Um fim solitário e triste. Um fim tão temeroso e inaceitável... por todos! 

Feito em 29/06/09 e editado em 02/11/2010.