terça-feira, 15 de maio de 2012

Defendendo direitos




Minha parada no Serviço Social não foi algo programado, pensado, foi algo inesperado. Dois cursos, uma escolha. Um, o curso dos meus sonhos, pelo menos eu achava que fosse, outro uma segunda ou terceira opção. O fato é que aquele curso dos meus sonhos não era o que eu esperava que fosse, então o Serviço Social, aquela segunda/terceira opção, apareceu na minha vida.
Risco. Saberia que correria risco. Optar por um curso que eu tinha pouco conhecimento, que pouco sabia sobre o que era, de como e onde atuar, mas arrisquei. Em alguns momentos o arrependimento veio, ainda vem, às vezes, mas logo vai embora, em outras vezes sinto um imenso orgulho por ter caído, meio que de paraquedas, no curso de Serviço Social.
Não, Serviço Social não é caridade, não é filantropia, não é ajuda. Não é uma profissão de ajuda somente aos pobres, como muitos dizem. Serviço Social vai muito, muito além disso! Serviço Social é um curso muito humano, que se preocupa, e se envolve, com os problemas do seu cliente, por isso é impossível o não encantamento. Uma profissão que tem sempre em mente o bem estar coletivo e a integração do indivíduo na sociedade, trabalhando sempre na defesa dos direitos humanos, na promoção humana e social.
É uma profissão interventiva, que estar na constante busca de diminuir as disparidades sociais. O assistente social trabalha com a questão da exclusão social, acompanhando, analisando e propondo ações para melhorar as condições de vida das pessoas.
Serviço Social é sinônimo de defesa. Defesa de direitos! Não importa cor, raça, classe social. Ele estar sempre ali na constante defesa dos direitos. E, saber que um dia, vou poder estar lá, praticando essa defesa, me orgulha, mesmo sabendo que é uma profissão, que infelizmente, é pouco reconhecida e valorizada.
E hoje, é com muita honra que parabenizo todos os assistentes sociais, que estão em constante luta por uma sociedade melhor, e a todos os futuros assistentes sociais! Parabéns pelo 15 de maio, parabéns pelo seu dia! 

domingo, 13 de maio de 2012

Mãe: Sinônimo de saudade


E eu venho a dias pensando no que escrever aqui, eu venho a dias tentando achar as palavras certas pra te dizer, de um modo bem simples, o quanto tu fostes, e ainda és, a pessoa mais importante durante toda a minha vida. E, o engraçado, é que até as palavras mais bonitas se tornam poucas, pequenas, pra te falar tudo o que eu tinha vontade, e o tempo não permitiu.
Pode ser que seja tarde demais. É tarde demais, na verdade. Mas, as pessoas costumam dizer que quando uma pessoa vai embora, pra sempre, elas permanecem ao nosso lado, em pensamento, no coração, espiritualmente. Então, se isso é verdade, tenho certeza que tu vais ler cada palavra que aqui escrevo.
É assustador, sabe mãe, saber que tu não estás mais aqui. Não por dias, meses, ou alguns anos, não. É assustador saber que tu não estás mais aqui pra sempre. Que um dia Deus, ou qualquer coisa que seja, decidiu que tu irias fazer uma viagem, longa e demorada! E o pior de tudo, de uma forma tão rápida, tão inesperada. Acho que é por isso que até hoje não consigo aceitar essa ideia de viver longe de ti.
Tu te lembras daquele dia? É, daquele último dia! Pois é, eu lembro. Dos mínimos detalhes. Eu me lembro da música que tocava, enquanto tu te arrumavas, pedindo minha opinião sobre qual roupa usar. Lembro que enquanto tu escutavas a música, tu dizias que ela foi feita pra ti, e eu ri. Lembro-me de ti se despedindo, dizendo que voltava logo, que não demoraria. Mas tu não voltaste, não como eu queria, não como eu esperava.
Aquela noite foi angustiante, sabe mãe? As horas passavam e tu não chegavas. O dia amanheceu, e nada. O desespero aumentava e eu sabia, eu sentia, que alguma coisa tinha acontecido. Mas, não, não queria pensar no pior, não queria acreditar no pior. Mas a notícia chegou, mãe, e foi terrível. Em meio a choros, gritos, eu me perguntava “por quê?”.
Enquanto mais pessoas chegavam pra confirma aquela notícia horrível, eu repetia: “É mentira, isso tudo é um pesadelo”. Mas tudo era verdade, mãe. Nesse dia, meu mundo desmoronou, totalmente. Fiquei sem chão, sem rumo. E eu pensava: “O que vai ser de mim agora?”. Eu queria apagar esse dia triste da memória. Queria poder apagar aquelas horas angustiantes, que pareciam não passar nunca.
Aí eu tive que te dá o último beijo, mãe. E em meio ao desespero eu te pedia perdão, por tudo, e dizia que te amava. E eu tive que te dizer adeus. Adeus, pra sempre! A minha vontade era ir junto contigo, fazer essa viagem também. A tua ausência me assustava, me assusta, muito. Era como se tudo tivesse perdido, confuso!
Desde então, mãe, eu tento conviver com a dor, com a saudade. Essa saudade que sufoca, sabe? Tem horas que ela vem com tanta força que parece que não vou aguentar. Mas eu aguento. Eu continuo aqui, forte, porque eu sei que é esse teu desejo. Durante esses quatro anos, todos os dias, ao me deitar eu penso em ti, ao levantar eu também penso em ti. Às vezes eu me pego chorando de tanta dor, sofrendo com a tua ausência, mas também me pego rindo lembrando dos nossos bons momentos!
Foram tantas coisas boas, né mãe? Eu fico aqui lembrando das noites em que eu não conseguia dormir, ai tu me chamavas pra deitar ao teu lado, e logo o sono vinha. Eu me lembro das nossas idas às compras, tudo que víamos pela frente queríamos comprar. Consumistas natas. E o que mais escuto hoje em dia é: “Tu és igualzinha a tua mãe, tudo quer comprar!”. Não sei se deveria, mas eu me orgulho disso. Eu me lembro de quando eu te falei, pela primeira vez, que estava apaixonada, e no dia seguinte todo mundo já sabia, mas eu te perdoo por isso.
Lembro das aventuras, dos teus romances. Lembra quando saímos da casa da vó pra morarmos sozinhas? Foi loucura, né mãe?! Um quartinho apertadinho, com poucas coisas, mas o suficiente para nossa felicidade. Amadurecemos juntas nesse tempo, costumo sempre dizer. Se bem que essa experiência durou pouco tempo, logo voltamos pro aconchego de antes.
Lembranças maravilhosas. Lembranças muito boas, mãe. Mas são só lembranças! Meus momentos ao teu lado foram únicos, mas não existem mais. Momentos insubstituíveis que agora estão guardados numa caixinha chamada coração, eternamente.
Somente lembranças, porque tu fostes cedo demais. Tu fostes embora e não me viu completando 15 anos e tendo aquela festa com a qual tu sonhavas tanto, e que, alguns meses antes, tu vinhas programando. Tu não estavas aqui quando eu passei no vestibular, tu não comemoraste comigo as minhas vitórias, e te garanto, mãe, apesar de toda felicidade que eu senti nesse momento, a minha alegria era incompleta, faltava algo, faltava você! No meu desespero antes do primeiro dia de aula na universidade, tu não estavas aqui, então eu tive que superar sozinha o nervosismo, a ansiedade, o medo.
E assim eu vou seguindo, mãe! Aos trancos, mas vou seguindo. Sem teus abraços, sem teus beijos, sem teus mimos. Sabendo que tu não vais estar aqui quando eu me formar, não vais mais estar aqui quando eu conquistar meu primeiro emprego, e com ele a minha independência. Não vais estar aqui no dia do meu casamento, no dia que eu for mãe, também.
Mas mesmo assim eu sigo, com um baita orgulho de ter te tido como mãe. Depois de quatro anos eu continuo falando de ti, contando tuas histórias, com muita admiração, acredite. Porque durante quase quinze anos que tu estivestes ao meu lado, tu fostes simplesmente incrível!
E, hoje, eu quero lembrar de ti assim, uma mulher linda, incapaz de não ser notada, uma mulher cheia de romances, uma mulher séria, mas ao mesmo tempo engraçada, uma mulher que vivia repetindo que tinha uma filha mais responsável do que a própria mãe, uma mulher batalhadora, guerreira, que lutava com muita garra por aquilo que desejava, uma mulher que fazia tudo por seus filhos, que os encheu com muito amor, sempre dedicada e preocupada. Uma mulher exemplo em minha vida. É assim, mãe, que eu quero lembrar de ti, como alguém que fez parte da história, da MINHA história!
É por isso que eu não deixo de te agradecer por cada momento bom que tu me proporcionaste. Obrigada por ter me ensinado a ter responsabilidades desde cedo, obrigado por me encher de carinho, amor, e mimos, muitos mimos. Obrigada pelo simples fato de ter sido mãe, a minha mãe. Meu amor por ti cresce a cada dia que passa, mesmo estando longe uma da outra. E pode ter certeza, mãe, que, onde tu estiveres, tu vais te orgulhar de mim, eu prometo! Continua segurando a minha mão, tá? Não me deixa cair, não me deixa desistir.
Até um dia, mãe! Porque eu sei que iremos nos encontrar novamente. E isso me conforta. Te amo. Imensamente! 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

L.


É estranho acreditar que, em menos de 24hs, duas pessoas que nunca se falaram antes, nunca se quer trocaram um único “Oi”, possam criar uma amizade tão pura e sincera. Juro que até hoje eu procuro entender como isso aconteceu, e a única resposta que eu encontro é que foi Deus. Foi Deus que o fez entrar na minha vida, assim, tão de repente, me trazendo risos, felicidades, segurança!
Sexta-feira, 06 de janeiro de 2012, foi quando tudo começou. Bastou uma única conversa no “tão milagroso” bate-papo do face ( não ouso nunca mais reclamar desse bate-papo kkk.), que, mesmo sendo “milagroso”, não colaborou muito, me fazendo entrar no MSN pra poder, assim, continuar aquela conversa que parecia me prender na frente do computador.
Enquanto as horas passavam, eu ficava aqui rindo sozinha das besteiras mais legais que ele falava. Eu até que tentei ser engraçada também, acho que até consegui o fazer rir algumas vezes, mas ganhar dele era/é IMPOSSÍVEL! Parecia que nos conhecíamos a longos e longos anos, confiei, e confio, nele sem medos!
A partir de então, são conversas por SMS o dia INTEIRO, ligações feitas tarde da noite, lutando para o sono não chegar, confidenciando segredos, histórias boas e ruins, sempre acompanhadas de risos e mais risos. Necessidade, essa é a palavra certa! As mensagens, ligações viraram questão de necessidade. Acho que se eu passar um único dia sem falar com ele, eu enlouqueço (isso não é exagero! Run.), eu PRECISO ao menos saber, todos os dias, que ele tá bem, saber que ele continua ali, por perto. 
O Léo é teimoso, vive dizendo que eu sou dorminhoca e preguiçosa, quando, na verdade, ele dorme e tem preguiça muito mais que eu, ele só não admite. O Léo é palhaço, mas também é sério, o que o torna mais engraçado ainda. O Léo é difícil, e já disse que não abre uma EXCEÇÃO (a palavra ta certa será? Kkk.) pra ser fácil. O Léo é aquele tipo de pessoa que nunca fica só, porque tem algo, que eu não sei explicar direito, é um tipo de magia, de encanto, não sei, algo que faz dele alguém mais que especial. O Léo é uma pessoa boa, se preocupa com os outros, sabe ajudar sem pedir nada em troca. Por tudo isso, o Léo é O Cara! (rs.)
Agradecer seria pouco, mas, mesmo assim eu agradeço todos os dias por Deus ter o colocado na minha vida, e, digo e repito, agradeço por ele me fazer tão bem, por ele me fazer rir, pois há muito tempo eu não sabia o que era se sentir tão feliz. Agradeço por ele me aturar, e espero, espero mesmo, que ele me ature por muito tempo ainda (kkk’). Agradeço por ele ser tão amigo, por saber me escutar, mesmo nos conhecendo tão pouco, ou não, porque a sensação que eu tenho é que eu já sei tudo sobre o Léo (já disse que contratei um detetive! rs). Agradeço por alegrar minhas tardes, noites, por pegar no meu pé me mandando estudar matemática, agradeço por ser esse chato tão legal.  Agradeço pelos créditos, pela caixa de chocolate da NESTLÉ, que, aliás, foi beeem difícil de chegar às minhas mãos (haha *.*).
Obs: Isso é só pra te mostrar a MORAL que tu tens comigo, pra te mostrar o quanto que eu gosto de ti, CAREQUINHA! Rs. E olha, nada de me deixar de lado, viu, porque senão, poxa, poxa, eu vou chorar. E isso não é bonitinho! Kkk. 
Escrito em: 24/01/2012