quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Amigos: Poucos e raros.



Ando meio decepcionada com o mundo, ou melhor, com as pessoas que o habitam. Que seja!  O fato é que ando de “saco cheio” dessas pessoas que se dizem “amigos” e, no final, te apunhalam pelas costas, fingem que te entente e por trás te julgam e são os primeiros a cair fora quando a coisa fica séria. Tô cansada dessa falsidade toda!
Confiamos. Defendemos. Vivemos as alegrias, mas também as dores, junto com a pessoa. Confidenciamos nossos segredos, nossos sonhos, nossos medos e, no fim, a recompensa que recebemos por acreditar tanto em alguém, em fazer dessa pessoa um amigo, é a decepção. Decepção, sim, por acabar descobrindo que foi doação demais pra quem não merecia.
Não generalizo, que fique claro. Existe, sim, sem dúvidas, amigos de verdade, que, por mais que te decepcionem, algumas vezes, sabemos que não foi por maldade, ou coisa do tipo. Mas, o fato, é que poucos realmente são nossos amigos. Poucos são aqueles que vão estar contigo, independente da situação. Amigos mesmo são poucos. Poucos e raros!
O grande problema é que andamos confiando demais. Confiança em exagero a quem não merece. É isso.  Talvez por sermos ingênuos demais? É, talvez.  Cuidado, é disso que precisamos. Cuidar e saber escolher em quem realmente confiar, pois, sabemos que “confiar em alguém é abrir seu coração a uma possível decepção.” Não digo que passemos a desconfiar de todos, não, mas cuidado e atenção antes de sair chamando qualquer pessoa de ‘amigo’, nunca são demais!
           Ninguém é perfeito e todo mundo erra, sabemos disso. Precisamos perdoar, também sabemos. Mas, perdoar todas às tantas vezes que a pessoa erra, já é demais. A pessoa erra uma vez, perdoamos. Daí ela erra de novo. E de novo. Aí, meu caro, não tem como perdoar sempre. Talvez seja clichê, mas a verdade é que, uma hora, todo mundo cansa!
Eu cansei! Agora, tenho mais certeza do que nunca que amigos, amigos mesmo, tenho poucos, contados nos dedos. Mas, não reclamo. Prefiro os poucos e bons, a sair por ai dizendo que tenho vários amigos e, no fim, descobrir que, na verdade, nenhum era.
Sempre fui de me doar, confesso. Ouço, ajudo, consolo, me importo. Sempre exageradamente. E foram muitas as vezes que eu deixei de pensar em mim pra ajudar os outros, sempre de coração, sem esperar recompensa, prêmios ou reconhecimento. Mas, o mínimo que esperamos é gratidão, e poucas vezes ela aparece.  Repito: é doação demais pra quem não merece!
Então, que saibamos escolher, ou reconhecer, àqueles, poucos, que merecem! É como dizem por aí: nós sabemos quem é de verdade e quem é de mentira. E, se você ainda não sabe, um dia você descobre. Eu tô descobrindo. E você?

terça-feira, 15 de maio de 2012

Defendendo direitos




Minha parada no Serviço Social não foi algo programado, pensado, foi algo inesperado. Dois cursos, uma escolha. Um, o curso dos meus sonhos, pelo menos eu achava que fosse, outro uma segunda ou terceira opção. O fato é que aquele curso dos meus sonhos não era o que eu esperava que fosse, então o Serviço Social, aquela segunda/terceira opção, apareceu na minha vida.
Risco. Saberia que correria risco. Optar por um curso que eu tinha pouco conhecimento, que pouco sabia sobre o que era, de como e onde atuar, mas arrisquei. Em alguns momentos o arrependimento veio, ainda vem, às vezes, mas logo vai embora, em outras vezes sinto um imenso orgulho por ter caído, meio que de paraquedas, no curso de Serviço Social.
Não, Serviço Social não é caridade, não é filantropia, não é ajuda. Não é uma profissão de ajuda somente aos pobres, como muitos dizem. Serviço Social vai muito, muito além disso! Serviço Social é um curso muito humano, que se preocupa, e se envolve, com os problemas do seu cliente, por isso é impossível o não encantamento. Uma profissão que tem sempre em mente o bem estar coletivo e a integração do indivíduo na sociedade, trabalhando sempre na defesa dos direitos humanos, na promoção humana e social.
É uma profissão interventiva, que estar na constante busca de diminuir as disparidades sociais. O assistente social trabalha com a questão da exclusão social, acompanhando, analisando e propondo ações para melhorar as condições de vida das pessoas.
Serviço Social é sinônimo de defesa. Defesa de direitos! Não importa cor, raça, classe social. Ele estar sempre ali na constante defesa dos direitos. E, saber que um dia, vou poder estar lá, praticando essa defesa, me orgulha, mesmo sabendo que é uma profissão, que infelizmente, é pouco reconhecida e valorizada.
E hoje, é com muita honra que parabenizo todos os assistentes sociais, que estão em constante luta por uma sociedade melhor, e a todos os futuros assistentes sociais! Parabéns pelo 15 de maio, parabéns pelo seu dia! 

domingo, 13 de maio de 2012

Mãe: Sinônimo de saudade


E eu venho a dias pensando no que escrever aqui, eu venho a dias tentando achar as palavras certas pra te dizer, de um modo bem simples, o quanto tu fostes, e ainda és, a pessoa mais importante durante toda a minha vida. E, o engraçado, é que até as palavras mais bonitas se tornam poucas, pequenas, pra te falar tudo o que eu tinha vontade, e o tempo não permitiu.
Pode ser que seja tarde demais. É tarde demais, na verdade. Mas, as pessoas costumam dizer que quando uma pessoa vai embora, pra sempre, elas permanecem ao nosso lado, em pensamento, no coração, espiritualmente. Então, se isso é verdade, tenho certeza que tu vais ler cada palavra que aqui escrevo.
É assustador, sabe mãe, saber que tu não estás mais aqui. Não por dias, meses, ou alguns anos, não. É assustador saber que tu não estás mais aqui pra sempre. Que um dia Deus, ou qualquer coisa que seja, decidiu que tu irias fazer uma viagem, longa e demorada! E o pior de tudo, de uma forma tão rápida, tão inesperada. Acho que é por isso que até hoje não consigo aceitar essa ideia de viver longe de ti.
Tu te lembras daquele dia? É, daquele último dia! Pois é, eu lembro. Dos mínimos detalhes. Eu me lembro da música que tocava, enquanto tu te arrumavas, pedindo minha opinião sobre qual roupa usar. Lembro que enquanto tu escutavas a música, tu dizias que ela foi feita pra ti, e eu ri. Lembro-me de ti se despedindo, dizendo que voltava logo, que não demoraria. Mas tu não voltaste, não como eu queria, não como eu esperava.
Aquela noite foi angustiante, sabe mãe? As horas passavam e tu não chegavas. O dia amanheceu, e nada. O desespero aumentava e eu sabia, eu sentia, que alguma coisa tinha acontecido. Mas, não, não queria pensar no pior, não queria acreditar no pior. Mas a notícia chegou, mãe, e foi terrível. Em meio a choros, gritos, eu me perguntava “por quê?”.
Enquanto mais pessoas chegavam pra confirma aquela notícia horrível, eu repetia: “É mentira, isso tudo é um pesadelo”. Mas tudo era verdade, mãe. Nesse dia, meu mundo desmoronou, totalmente. Fiquei sem chão, sem rumo. E eu pensava: “O que vai ser de mim agora?”. Eu queria apagar esse dia triste da memória. Queria poder apagar aquelas horas angustiantes, que pareciam não passar nunca.
Aí eu tive que te dá o último beijo, mãe. E em meio ao desespero eu te pedia perdão, por tudo, e dizia que te amava. E eu tive que te dizer adeus. Adeus, pra sempre! A minha vontade era ir junto contigo, fazer essa viagem também. A tua ausência me assustava, me assusta, muito. Era como se tudo tivesse perdido, confuso!
Desde então, mãe, eu tento conviver com a dor, com a saudade. Essa saudade que sufoca, sabe? Tem horas que ela vem com tanta força que parece que não vou aguentar. Mas eu aguento. Eu continuo aqui, forte, porque eu sei que é esse teu desejo. Durante esses quatro anos, todos os dias, ao me deitar eu penso em ti, ao levantar eu também penso em ti. Às vezes eu me pego chorando de tanta dor, sofrendo com a tua ausência, mas também me pego rindo lembrando dos nossos bons momentos!
Foram tantas coisas boas, né mãe? Eu fico aqui lembrando das noites em que eu não conseguia dormir, ai tu me chamavas pra deitar ao teu lado, e logo o sono vinha. Eu me lembro das nossas idas às compras, tudo que víamos pela frente queríamos comprar. Consumistas natas. E o que mais escuto hoje em dia é: “Tu és igualzinha a tua mãe, tudo quer comprar!”. Não sei se deveria, mas eu me orgulho disso. Eu me lembro de quando eu te falei, pela primeira vez, que estava apaixonada, e no dia seguinte todo mundo já sabia, mas eu te perdoo por isso.
Lembro das aventuras, dos teus romances. Lembra quando saímos da casa da vó pra morarmos sozinhas? Foi loucura, né mãe?! Um quartinho apertadinho, com poucas coisas, mas o suficiente para nossa felicidade. Amadurecemos juntas nesse tempo, costumo sempre dizer. Se bem que essa experiência durou pouco tempo, logo voltamos pro aconchego de antes.
Lembranças maravilhosas. Lembranças muito boas, mãe. Mas são só lembranças! Meus momentos ao teu lado foram únicos, mas não existem mais. Momentos insubstituíveis que agora estão guardados numa caixinha chamada coração, eternamente.
Somente lembranças, porque tu fostes cedo demais. Tu fostes embora e não me viu completando 15 anos e tendo aquela festa com a qual tu sonhavas tanto, e que, alguns meses antes, tu vinhas programando. Tu não estavas aqui quando eu passei no vestibular, tu não comemoraste comigo as minhas vitórias, e te garanto, mãe, apesar de toda felicidade que eu senti nesse momento, a minha alegria era incompleta, faltava algo, faltava você! No meu desespero antes do primeiro dia de aula na universidade, tu não estavas aqui, então eu tive que superar sozinha o nervosismo, a ansiedade, o medo.
E assim eu vou seguindo, mãe! Aos trancos, mas vou seguindo. Sem teus abraços, sem teus beijos, sem teus mimos. Sabendo que tu não vais estar aqui quando eu me formar, não vais mais estar aqui quando eu conquistar meu primeiro emprego, e com ele a minha independência. Não vais estar aqui no dia do meu casamento, no dia que eu for mãe, também.
Mas mesmo assim eu sigo, com um baita orgulho de ter te tido como mãe. Depois de quatro anos eu continuo falando de ti, contando tuas histórias, com muita admiração, acredite. Porque durante quase quinze anos que tu estivestes ao meu lado, tu fostes simplesmente incrível!
E, hoje, eu quero lembrar de ti assim, uma mulher linda, incapaz de não ser notada, uma mulher cheia de romances, uma mulher séria, mas ao mesmo tempo engraçada, uma mulher que vivia repetindo que tinha uma filha mais responsável do que a própria mãe, uma mulher batalhadora, guerreira, que lutava com muita garra por aquilo que desejava, uma mulher que fazia tudo por seus filhos, que os encheu com muito amor, sempre dedicada e preocupada. Uma mulher exemplo em minha vida. É assim, mãe, que eu quero lembrar de ti, como alguém que fez parte da história, da MINHA história!
É por isso que eu não deixo de te agradecer por cada momento bom que tu me proporcionaste. Obrigada por ter me ensinado a ter responsabilidades desde cedo, obrigado por me encher de carinho, amor, e mimos, muitos mimos. Obrigada pelo simples fato de ter sido mãe, a minha mãe. Meu amor por ti cresce a cada dia que passa, mesmo estando longe uma da outra. E pode ter certeza, mãe, que, onde tu estiveres, tu vais te orgulhar de mim, eu prometo! Continua segurando a minha mão, tá? Não me deixa cair, não me deixa desistir.
Até um dia, mãe! Porque eu sei que iremos nos encontrar novamente. E isso me conforta. Te amo. Imensamente! 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

L.


É estranho acreditar que, em menos de 24hs, duas pessoas que nunca se falaram antes, nunca se quer trocaram um único “Oi”, possam criar uma amizade tão pura e sincera. Juro que até hoje eu procuro entender como isso aconteceu, e a única resposta que eu encontro é que foi Deus. Foi Deus que o fez entrar na minha vida, assim, tão de repente, me trazendo risos, felicidades, segurança!
Sexta-feira, 06 de janeiro de 2012, foi quando tudo começou. Bastou uma única conversa no “tão milagroso” bate-papo do face ( não ouso nunca mais reclamar desse bate-papo kkk.), que, mesmo sendo “milagroso”, não colaborou muito, me fazendo entrar no MSN pra poder, assim, continuar aquela conversa que parecia me prender na frente do computador.
Enquanto as horas passavam, eu ficava aqui rindo sozinha das besteiras mais legais que ele falava. Eu até que tentei ser engraçada também, acho que até consegui o fazer rir algumas vezes, mas ganhar dele era/é IMPOSSÍVEL! Parecia que nos conhecíamos a longos e longos anos, confiei, e confio, nele sem medos!
A partir de então, são conversas por SMS o dia INTEIRO, ligações feitas tarde da noite, lutando para o sono não chegar, confidenciando segredos, histórias boas e ruins, sempre acompanhadas de risos e mais risos. Necessidade, essa é a palavra certa! As mensagens, ligações viraram questão de necessidade. Acho que se eu passar um único dia sem falar com ele, eu enlouqueço (isso não é exagero! Run.), eu PRECISO ao menos saber, todos os dias, que ele tá bem, saber que ele continua ali, por perto. 
O Léo é teimoso, vive dizendo que eu sou dorminhoca e preguiçosa, quando, na verdade, ele dorme e tem preguiça muito mais que eu, ele só não admite. O Léo é palhaço, mas também é sério, o que o torna mais engraçado ainda. O Léo é difícil, e já disse que não abre uma EXCEÇÃO (a palavra ta certa será? Kkk.) pra ser fácil. O Léo é aquele tipo de pessoa que nunca fica só, porque tem algo, que eu não sei explicar direito, é um tipo de magia, de encanto, não sei, algo que faz dele alguém mais que especial. O Léo é uma pessoa boa, se preocupa com os outros, sabe ajudar sem pedir nada em troca. Por tudo isso, o Léo é O Cara! (rs.)
Agradecer seria pouco, mas, mesmo assim eu agradeço todos os dias por Deus ter o colocado na minha vida, e, digo e repito, agradeço por ele me fazer tão bem, por ele me fazer rir, pois há muito tempo eu não sabia o que era se sentir tão feliz. Agradeço por ele me aturar, e espero, espero mesmo, que ele me ature por muito tempo ainda (kkk’). Agradeço por ele ser tão amigo, por saber me escutar, mesmo nos conhecendo tão pouco, ou não, porque a sensação que eu tenho é que eu já sei tudo sobre o Léo (já disse que contratei um detetive! rs). Agradeço por alegrar minhas tardes, noites, por pegar no meu pé me mandando estudar matemática, agradeço por ser esse chato tão legal.  Agradeço pelos créditos, pela caixa de chocolate da NESTLÉ, que, aliás, foi beeem difícil de chegar às minhas mãos (haha *.*).
Obs: Isso é só pra te mostrar a MORAL que tu tens comigo, pra te mostrar o quanto que eu gosto de ti, CAREQUINHA! Rs. E olha, nada de me deixar de lado, viu, porque senão, poxa, poxa, eu vou chorar. E isso não é bonitinho! Kkk. 
Escrito em: 24/01/2012


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Somente um desabafo


Eu não sei dizer o que eu tô sentindo agora, nesse momento, mas eu sinto que falta algo, sinto um vazio aqui dentro, precisando ser preenchido, e, por mais que eu tente, eu não consigo descobrir.
Tudo parece acontecer tão rápido, em questão de segundos, que às vezes me sinto perdida, sem saber o que pensar, o que fazer e como agir.  A verdade é que eu não sei se tô realmente preparada pra encarar o mundo lá fora, eu tenho medo. Medo de não conseguir, medo de não aguentar!
Mesmo assim, algo lá dentro de mim insisti em não me deixar desistir, algo que me impulsiona e me encoraja. Por isso que eu continuo seguindo, não sabendo ao certo pra onde ir nem o motivo de por que seguir. Mas eu continuo caminhando, entre quedas e deslizes. Paro. Respiro, respiro fundo. E continuo. Porque a vida requer isso, que continuemos seguindo, não importa se o caminho é fácil ou difícil, há sempre algo bom nos esperando mais adiante.
E é por isso, que mesmo pensando em desistir, algumas vezes, eu continuo aqui, de pé, meio frágil, mas de pé, pronta pra encarar as surpresas que a vida nos prepara. Eu continuo caminhando, porque eu sei que algo maravilhoso me espera logo ali. Tá bem próximo, eu sinto!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Cartinha de aniversário


Foi assim, rápido e intenso. Inesperado, porém, verdadeiro. Foi assim, tão simples e tão significante, que nos tornamos amigas. E, por ser rápido, só prova que confiança não requer muito tempo, é questão de segundos. Somos provas vivas disso!
Não acho que seja destino ou algo predestinado, foi Deus. Foi Deus que a colocou na minha vida, mandou o que me faltava no momento certo, e não poderia ter sido melhor. No começo, nos falávamos como duas pessoas da mesma turma se falam, não era muita coisa, mas, no fundo, bem lá no fundo, eu sabia, sentia, que, ali, nasceria uma amizade linda e especial. É que a gente sabe quem serão as pessoas que estarão ao nosso lado à vida inteira, faça chuva ou faça sol. E, sim, eu sei, que A Minha Xuxu vai estar ao meu lado, assim como eu também estarei ao lado dela, e, assim, seguiremos juntas, nos apoiando uma na outra sempre que preciso.
É tão bom não se sentir só nesse mundo tão cheio de surpresas nem sempre agradáveis, é tão bom ter alguém que faz você acreditar que realmente existe algo bom no mundo. É bom saber que tem alguém que, quando você está pra baixo e o mundo parece escuro e vazio, ela te põe pra cima e faz com que o mundo escuro e vazio fique bem claro. É bom ter alguém que segure tua mão e diga que, sim, vai ficar tudo bem. É bom saber que há alguém por você, ali, sempre e pra sempre, e, se é pra sempre, não tem fim!
Lembro-me quando ela disse, pela primeira vez, que estaria comigo sempre que fosse preciso, que, se eu precisasse, ela estaria sempre ali, presente, disposta a me ajudar, e, a partir desse momento, tive a certeza daquilo que eu já sabia a muito tempo, tive a certeza que, sim, estava nascendo uma grande e linda amizade!
É que Minha Xuxu é assim, sempre preocupada com suas amigas, querendo vê-las sempre bem, felizes, com o sorriso estampado no rosto, e nunca tristinhas. E, perto dela, é I-M-P-O-S-S-Í-V-E-L não sorrir, porque ela trás consigo uma alegria contagiante. É uma mistura de brincadeira e seriedade, quando tem que brincar, brinca, mas na hora de levar as coisas a sério, esquece seu lado moleca e faz tudo certinho (ou não! rs.), e isso a torna singular. 
E nessa brincadeira, vamos descobrindo cada vez mais nossas semelhanças e nossas diferenças, nossas qualidades e defeitos. Gostamos de sertanejo, pipoca, brigadeiro de panela, chocolate. Vivemos falando dos antigos amores, das paixões reprimidas, dos casos eternos (e bote caso nisso, né dona Tati? rs). Nossas diferenças não são tão gritantes assim, fora o tamanho, ela dá duas de mim! Haha.
Mas isso são só detalhes. O importante mesmo é saber que eu tenho a Tatiane Rangel, a Tati, a minha altinha, a Minha Xuxu aqui SEMPRE, me ajudando nas horas difíceis, tristes e confusas, me dando a certeza de que, não importa o caminho, ela sempre vai está ao meu lado, me guiando, e, quando eu precisar de um abraço, eu sei que ela vai estar lá pra me abraçar. E isso, agora, é o mais importante!
Obs.: Xuxu, tudo isso é pouco, eu sei, mas eu só queria demonstrar o quanto tu és especial na minha vida, o quanto eu me sinto, hoje, mais forte, mais segura, por te ter por perto. Pode não parecer, mas já não saberia viver sem tua amizade por perto! Eu te amo, e, te agradeço por fazer parte da minha vida. Felicidades e muito, muito sucesso!
Lorrany de Cássia, Lolô, lô, Lólis, ou sei lá o quê! Rs.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Flor


Meu grande amigo Geovane Belo sugeriu-me que eu escrevesse sobre o que significa ser A Flor. E, para isso, eu devo começar lá do comecinho mesmo, de forma resumida, é claro.
Há quatro anos, eu conheci um garoto (bom, não vem ao caso agora falar quem seja. rs.). E, adivinhem só, esse tal garoto, que me fez viver momentos incríveis, chamava-me de “Minha florzinha cheirosa”. Meigo, não? Pois é, muito meigo mesmo! Eu ficava toda boba, era o apelido mais singelo que já tinham me dado, acho até que o único. O motivo de ele me chamar de flor? Bom, segundo ele, eu era, não sei se sou hoje em dia, uma pessoa sensível, meiga; uma garota doce.
E foi assim que A Flor surgiu. As pessoas começaram a também me chamar assim. E, hoje, se você perguntar se alguém conhece a Lorrany de Cássia, muitos irão dizer que não, mas, se você perguntar se alguém conhece a Flor, eles certamente irão dizer que sim. Isso é bom. Porque até prefiro que me reconheçam assim, como uma flor.
Ser A Flor não é a coisa mais extraordinária do mundo, mas é gratificante, muito gratificante. Ser A Flor é simplesmente ser A Flor. É ser aquela garotinha sensível mesmo, que chora por tudo, que uma palavrinha dita por alguém sem pensar pode vir a machucar muito. É ser alguém carinhosa, sonhadora; batalhadora! Ser A Flor é ser romântica, extremamente romântica, que só deseja ser bem tratada. Apenas isso.
Para muitos, ser A Flor é ser uma pessoa forte, algo que eu discordava amargamente, pois me achava uma pessoa super frágil, mas, hoje, acredito que, sim, eu sou uma pessoa forte. Ser A Flor é carregar a doçura de uma vida simples, porém importante; carregar a doçura de ter amigos, pessoas essas que compõe o meu mais puro perfume.
Mas A Flor foge das exceções. Ela também possui espinhos. Muitos espinhos! A Flor é insegura, o que torna as coisas bem mais complicadas. A Flor é medrosa, tem medo de sofrer, medo de perder as pessoas que mais ama nesse mundo. Tem medo de amar. Ela é inconstante, hoje ela quer isso, amanhã, nem tanto. Sua inconstância acabou se tornando a sua principal essência. A Flor é impulsiva. Age muitas vezes sem pensar, e acaba se arrependendo depois. Além disso, ela é impaciente, muito impaciente! Quer as coisas rápido, logo, agora. A Flor é neurótica, se acha incapaz, muitas vezes, o que faz com que ache que é inferior aos outros.
Mas isso são só detalhes. Não reclamo de ter espinhos, porque a maior contribuição do espinho a uma flor é a proteção. É uma forma de defesa nesse mundo tão cruel.
E ,pra quem não me conhece... prazer, eu sou A Flor!
26/02/2011