Ando meio
decepcionada com o mundo, ou melhor, com as pessoas que o habitam. Que
seja! O fato é que ando de “saco cheio”
dessas pessoas que se dizem “amigos” e, no final, te apunhalam pelas costas,
fingem que te entente e por trás te julgam e são os primeiros a cair fora
quando a coisa fica séria. Tô cansada dessa falsidade toda!
Confiamos.
Defendemos. Vivemos as alegrias, mas também as dores, junto com a pessoa.
Confidenciamos nossos segredos, nossos sonhos, nossos medos e, no fim, a
recompensa que recebemos por acreditar tanto em alguém, em fazer dessa pessoa
um amigo, é a decepção. Decepção, sim, por acabar descobrindo que foi doação
demais pra quem não merecia.
Não generalizo,
que fique claro. Existe, sim, sem dúvidas, amigos de verdade, que, por mais que
te decepcionem, algumas vezes, sabemos que não foi por maldade, ou coisa do
tipo. Mas, o fato, é que poucos realmente são nossos amigos. Poucos são aqueles
que vão estar contigo, independente da situação. Amigos mesmo são poucos.
Poucos e raros!
O grande
problema é que andamos confiando demais. Confiança em exagero a quem não
merece. É isso. Talvez por sermos
ingênuos demais? É, talvez. Cuidado, é
disso que precisamos. Cuidar e saber escolher em quem realmente confiar, pois,
sabemos que “confiar em alguém é abrir seu coração a uma possível decepção.” Não
digo que passemos a desconfiar de todos, não, mas cuidado e atenção antes de
sair chamando qualquer pessoa de ‘amigo’, nunca são demais!
Ninguém
é perfeito e todo mundo erra, sabemos disso. Precisamos perdoar, também
sabemos. Mas, perdoar todas às tantas vezes que a pessoa erra, já é demais. A
pessoa erra uma vez, perdoamos. Daí ela erra de novo. E de novo. Aí, meu caro,
não tem como perdoar sempre. Talvez seja clichê, mas a verdade é que, uma hora,
todo mundo cansa!
Eu cansei!
Agora, tenho mais certeza do que nunca que amigos, amigos mesmo, tenho poucos,
contados nos dedos. Mas, não reclamo. Prefiro os poucos e bons, a sair por ai dizendo
que tenho vários amigos e, no fim, descobrir que, na verdade, nenhum era.
Sempre fui de
me doar, confesso. Ouço, ajudo, consolo, me importo. Sempre exageradamente. E
foram muitas as vezes que eu deixei de pensar em mim pra ajudar os outros,
sempre de coração, sem esperar recompensa, prêmios ou reconhecimento. Mas, o mínimo
que esperamos é gratidão, e poucas vezes ela aparece. Repito: é doação demais pra quem não merece!
Então, que
saibamos escolher, ou reconhecer, àqueles, poucos, que merecem! É como dizem
por aí: nós sabemos quem é de verdade e quem é de mentira. E, se você ainda não
sabe, um dia você descobre. Eu tô descobrindo. E você?

Nenhum comentário:
Postar um comentário